segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Minha Oração

JESUS, hoje, eu quero dizer para você
duas coisas importantes:
Primeiro, eu agradeço por minha vida,
meus pais,
irmãos, por minha professora
e por meus colegas.
É muito bom viver, JESUS!

Depois, eu peço a você
por todas as crianças
que vivem sem família,
sem casa, sem comida e
sem escola. Cuide delas,
JESUS!

Ainda outra coisa,
coloque também mais
amor no coração dos
adultos para ajudar
as crianças, a serem
mais felizes.

OBRIGADO, JESUS!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Oração da Criança

Deus, todo mundo diz que você é bom e gosta muito das crianças.

Nós também gostamos muito de você e queremos agradecer pelos nossos pais, avós, professores, colegas e por todas as coisas boas que temos.

Sabemos, porém, de muitas coisas ruins que as pessoas falam.

Muita gente passando fome, muita gente sem trabalho e sem casa pra morar; tem muitas crianças sem escola, abandonadas nas ruas.

A gente vê na televisão muita violência, muitos assaltos e muita guerra. Meus Deus, como seria bom se todo mundo se amasse e se respeitasse!

Nós, crianças, queremos um mundo melhor onde todos possamos viver como irmãos. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

As crianças aprendem o que vivem

Se a criança vive com críticas, ela aprende a condenar.

Se a criança vive com hostilidade,  ela aprende a agredir.

Se a criança vive com zombarias, ela aprende a ser tímida.

Se a criança vive com humilhação, ela aprende a se sentir culpada.

Se a criança vive com tolerância, ela aprende a ser paciente.

Se a criança vive com elogios, ela aprende a ser confiante.

Se a criança vive com retidão, ela aprende a ser justa.

Se a criança vive com segurança, ela aprende a ter fé.

Se a criança vive com aprovação, ela aprende a gostar de si mesma.

Se a criança vive com aceitação e amizade, ela aprende a encontrar amor no mundo.

Doroty Law Nolte

sábado, 12 de dezembro de 2009

Artigo - Violência e virtude

Rosely Sayão

[...] Não é de hoje que as crianças têm maus exemplos dos adultos; aliás, é no mundo adulto que estão as mazelas do mundo

Uma leitora que tem filhos de oito e nove anos está preocupada, como muitos outros pais, com o impacto que a violência urbana e a falta de ética pública têm sobre a formação e o comportamento das crianças e quer saber como tratar a questão.

Ela diz que não há como escapar: mesmo acidentalmente, os filhos assistem a noticiários que mostram cenas de violência e ouvem colegas contarem histórias de assaltos sofridos pelos pais. Além disso, diz que percebe que exemplos negativos expostos pela mídia, como policiais e políticos envolvidos em corrupção, são absorvidos pelas crianças.

Ela cita exemplos para mostrar que sua preocupação faz sentido. Um dos filhos fez uma redação na escola em que o desfecho da história é a polícia ser dominada por ladrões; o outro contou que uma das brincadeiras prediletas no recreio é a busca de um tesouro imaginário, e os colegas que atrapalham a descoberta são amarrados -imaginariamente, é claro.

E tem mais: os filhos brincam de pegar dinheiro e esconder nas meias, por exemplo.

Isso me lembrou uma conversa que tive com um pai. Ele me disse que considerava até salutar que brincadeiras infantis colocassem o bem contra o mal, mesmo que dramatizassem a violência. O maior problema, para ele, era que percebia ser cada vez mais comum o mal vencer o bem no fim.

Uma constatação que já fiz é a de que muitas crianças se orgulham de serem maus alunos ou de terem comportamentos agressivos mesmo quando penalizados por isso, e de que outros se constrangem pela dedicação ao estudo porque são tachados de "nerds". Não é de hoje que as crianças têm maus exemplos dos adultos.

Aliás, é no mundo adulto que se localizam as mazelas do mundo. Neste, a violência sempre esteve presente, tanto quanto a corrupção. Hoje, talvez sejam mais expostas publicamente, e, como as crianças estão mais expostas ao mundo adulto, de fato estão mais vulneráveis a esses eventos. A questão de nossa leitora é como tratar isso com as crianças.

Em primeiro lugar, é importante que, sempre que os filhos se refiram ou tenham contato com fatos desse tipo, os pais manifestem sua opinião sobre eles. Para muitos, parece óbvio que as crianças entenderão como fato negativo. Pode ser, mas, para que não o absorvam, precisam das palavras orientadoras de seus pais.

Os pais também podem apontar as pessoas envolvidas em situações de violência e corrupção como exemplos a não serem seguidos porque, afinal, a vida deve ser vivida com ética e respeito.

Mas o mais importante é que os pais ensinem e cultivem em seus filhos as virtudes. Num mundo individualista, competitivo e de grande anseio de consumo, qualidades como compromisso, justiça, generosidade, compaixão, gratidão, humildade, simplicidade, tolerância e doçura, entre outras, parece que perderam sentido. Não: são as virtudes que possibilitam uma vida boa com os outros e isso é essencial para uma boa vida pessoal.

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (ed. Publifolha)

Jornal Folha de S.Paulo, de 10/12/2009

Entrevista - Filho único

Em seu novo livro, o psicanalista Francisco Daudt defende a criação dos filhos de acordo com as particularidades de cada um deles

RACHEL BOTELHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Após um intervalo, Francisco Daudt, 61, autor de "O Amor Companheiro: a Amizade Dentro e Fora do Casamento" (ed. Sextante) e de outras quatro obras, volta novamente a atenção para crianças e jovens no recém-lançado "Onde Foi que Eu Acertei - O que Costuma Funcionar na Criação dos Filhos" (R$ 38, 240 pág., Casa da Palavra).

O psicanalista carioca, que é colunista da Revista da Folha, aborda temas como a importância de criar filhos conectados consigo mesmos, capazes de respeitar seus desejos e de não depender demais da companhia dos outros, entremeados por dicas sobre aspectos práticos da vida cotidiana, como a importância da tabuada. Leia a seguir trechos da entrevista que Daudt, o sexto de sete irmãos, pai de Patrícia, 22, e Guilherme, 19, concedeu à Folha por telefone.

FOLHA - O sr. cita características que gostaria de ver em seus filhos, como a liberdade de pensamento, o senso de justiça e a independência. Qual considera mais importante?

FRANCISCO DAUDT - Ter capacidade de se formar como indivíduo e de ter critério. Foi por conta dessas capacidades que recebi o melhor elogio que um pai pode receber. Patrícia falava sobre colegas que faziam parte de tribos, que se drogavam, se tatuavam, quando disse: "Pai, você criou a gente para ter critério próprio e, sendo assim, a gente acha umas coisas interessantes em uma tribo e outras não interessantes, então nunca somos objeto de posse de uma tribo. A gente se conecta com pessoas escolhidas".

FOLHA - No trecho do livro sobre a construção da autoestima, o sr. passa a impressão de que isso é algo simples. É mesmo?

DAUDT - Não é. A autoestima vem de fora. Você não pode pegar um desenho pouco caprichado e dizer que está lindo. Por causa da autoestima, precisa ser honesto sem ser ofensivo. Se disser que está lindo, a criança, que tem uma percepção do que é genuíno, vai ficar desconfiada. Ela vai tomar porrada fora de casa e vai achar que só pode viver em casa, onde todos acham lindo o que ela faz. Outra coisa é o reconhecimento. A criança tira nota dez e o pai diz que ela não faz nada mais que a obrigação. Não pode só apontar defeito, sem reconhecer qualidade.

FOLHA - Outro ponto que o sr. frisa no livro é a construção da vontade. Por que ela é necessária?

DAUDT - No meu tempo de criança, para conseguir alguma coisa do meu pai era um drama. Eu pedia R$ 10 e ele fazia cara de quem tinha levado uma facada no peito. Isso estimulou nossa independência financeira. Hoje, há uns pais doidivanas que, antes de a criança querer um computador, já compram o computador, o laptop, o iPod. A criança não quis nada nem pediu nada e não dá um caracol por aquelas coisas.

Fica uma criança sem vontade, sem garra, sem ambição, porque tudo cai do céu. Chega na adolescência, imagina se vai ter projeto de médio prazo, se vai poupar para comprar algo que ela ambiciona... Não. Ela está prisioneira do imediatismo e isso é um estímulo para o consumo de drogas.

FOLHA - O sr. dedica um bom espaço a temas da vida prática, como a necessidade do celular, as vantagens da tabuada etc. Por que quis abordar esses temas? Os pais estão perdidos na criação dos filhos?

DAUDT - Quis chamar a atenção para a vida real. Na geração dos meus pais, as casas não tinham piscina, os móveis eram pesados e tinha grade na janela. Quando me dei conta de que a possibilidade de uma criança morrer numa piscina é cem vezes maior do que por arma, fiquei horrorizado. Estamos progredindo em segurança e a pior coisa é que criança morre porque é frágil, então a prioridade é mantê-la viva, introjetar nelas o conceito de segurança.

FOLHA - Existe uma idade, na infância, a partir da qual é difícil "reverter" uma criação malfeita?

DAUDT - Cinquenta por cento do que somos nasce conosco. E 50% vem da tal criação única, que consiste em ter atenção especial para o filho entender o que ele é e se guiar por isso.

FOLHA - O sr. não atende adolescentes. Eles o aborrecem?

DAUDT - Pela falta de capacidade de verbalização. Um adolescente que a mãe empurrou para a terapia é um "aborrecente", mas os meus não, porque tive consideração por eles sempre. Se me viram usar a autoridade do saber antes da da força, não têm por que serem rebeldes.

Jornal Folha de S.Paulo, de 10/12/2009

Artigo - Estresse Infantil, de Lair Ribeiro

A infância tem sido ameaçada por um novo vilão: o estresse. A infância hoje não é mais tão inocente como antigamente. As crianças mantêm jornadas de até dez horas diárias, distribuídas entre escola e atividades complementares... Confinadas em apartamentos, transformam o computador e a internet em janelas para o mundo, vivendo uma realidade virtual.

Diante disso, pais, educadores e médicos estão se voltando para o conforto emocional das crianças. E quando o assunto é estresse, é preciso ter em mente que ele nem sempre é prejudicial, pois todos precisamos de algum estresse para viver.

Especialistas dizem que a hora do parto é a primeira experiência da criança com o estresse, seja o parto normal ou cesariana. Primeiro, ocorre o eustresse, modalidade positiva que nos leva a decidir entre agir ou fugir. Depois, se houver risco de sofrimento fetal, surge o distresse, e o nascimento passa a ser considerado traumático.

No comecinho de vida, o estilo de vida e a harmonia entre pais e familiares mais próximos do bebê são cruciais. O bebê irá aprender observando e imitando os pais; ele capta sinais de nervosismo, de irritação e de medo. Daí a importância de uma criança nascer e crescer em um ambiente emocional estável.

A mãe é fundamental ao desenvolvimento do bebê, não só pela proteção e cuidados que representa, mas pela influência que exerce na vida da criança. Logo nos primeiros dias de vida do bebê, sua atitude em relação a horários de mamadas, por exemplo, já determina em grande parte como será a personalidade da criança no futuro. Se for o primeiro filho, certamente ela não agüentará ouvi-lo chorar por muito tempo e, prontamente, o amamentará, mesmo que tenha acabado de fazê-lo. Isso ocorrendo repetidas vezes, o bebê se acostumará ao “pronto atendimento” e, com o passar dos anos, se tornará uma criança “mimada”, que não consegue lidar com contrariedades. Quando atingir a idade escolar, essa criança terá problemas, pois lhe faltarão recursos para interagir com o novo meio. Na escola, ela terá de dividir atenção e brinquedos, mas como não aprendeu a fazer isso, se sentirá contrariada e brigará. Crianças sadias também brigam, mas brigas muito freqüentes ou isolamento por parte das outras crianças pode ser sinal de que algo não vai bem.
Em crianças e adolescentes, os principais fatores de estresse são: perdas familiares importantes, mudança de cidade ou de escola, brigas constantes entre os pais ou a separação destes, violência doméstica, exigência exagerada de desempenho escolar, social ou esportivo, nascimento de irmãos, doenças e hospitalização.

Durante os anos de crescimento, o referencial de vida de crianças e adolescentes são seus pais e familiares. Eles são verdadeiros espelhos para seus filhos, e a atitude que tiverem perante a vida repercutirá nas crenças e paradigmas que nortearão a vida futura de seus filhos. Se foram muito protetores, certamente eliminarão os desafios da vida de seus filhos e, como resultado, estes não saberão lidar com as situações a que forem expostos.

A adolescência é o momento da formação da identidade pessoal, das grandes descobertas, e o estresse é iminente: estresse hormonal, estresse social e estresse familiar. Na adolescência, rebeldia e impulsividade são desejáveis, mas os pais precisam saber lidar com isso, dando aos filhos, além do exemplo, incentivos, para que confiem em si mesmos, e apoio, para lidar com as conseqüências de suas ações. Sem exemplo, sem autoconfiança e sem apoio a adolescência pode ser num verdadeiro período de trevas e o adolescente pode tornar-se um adulto infeliz, improdutivo, sem perspectivas nem identidade própria.

Jornal Diário da Franca, de 06/12/2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

Os 10 Mandamentos do Jovem Espírita

Amor ao próximo;
Boa conduta;
Bom relacionamento com os entes queridos;
Estudo da Doutrina Espírita;
Divulgação da Doutrina Espírita;
Cumprimento dos seus deveres dentro e fora do Espiritismo;
Reforma Íntima;
Humildade;
Vigiar o pensamento;
Trabalho.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Evangelizar é...

...criar um mundo novo a cada semana... desde que:

seja sempre seguida a sério semanalmente.

Nossa Oração deve ser:

Peço, meu Deus FORÇAS para minhas tarefas;
CORAGEM para olhar de frente o caminho;
ALEGRIA, que me ajude a levar até o fim tudo o que desejo, e
Um infinito PRAZER em tudo o que eu faça!

Artigo: Educação - Pedagogia do Abraço

O carinho é sempre um dos melhores ingredientes para uma boa educação e para a conquista do respeito entre educadores e alunos. No contexto atual há muitas tentativas de promover o antagonismo entre este entes do processo educativo, pois na sociedade moderna o que importa é o diploma e o professor é geralmente um fator de entrave na conquista do tão sonhado documento de conclusão dos estudos.

Não se trabalhou até hoje uma perspectiva de entendimento de que professores e alunos são cúmplices do processo educacional e no seio da família a preocupação é principalmente com a nota em detrimento da formação moral e da geração de um conhecimento autônomo e estimulador do pensar. Neste processo é importante que a sociedade mude urgentemente o conceito de escola e procure engajar suas partes mais importantes (professor e aluno) como parceiros e não como seres antagônicos sempre dispostos a passar a perna no outro.

Diante dessa reflexão é importante que a escola oportunize espaços para uma maior aproximação entre professor e aluno, uma aproximação respeitosa e colaborativa que procure essencialmente dar aos dois oportunidades de reflexão sobre prática, responsabilidade, respeito e construção do senso crítico.

A escola deve desenvolver espaços para entendimento fraternal entre professores e alunos e tirar a ideia de hierarquia rígida e inflexível. O processo de geração de carinho entre professor e aluno é vital para o desenvolvimento do aprendizado, pois só aprendemos o que nos dar prazer.

A escola deve se tornar espaço de verdade e sinceridade e os professores e alunos devem caminhar juntos em busca de um processo de entendimento da importância da educação e do processo de geração de aprendizado.

O cumprimento fraternal é vital para educadores e educandos sentirem-se próximos e desenvolverem respeito mútuo no caminhar pedagógico. Desta forma, a escola estará, antes do conhecimento teórico, gerando oportunidades de criar valores como cooperação, fraternidade, respeito e segurança que os indivíduos do processo ensino-aprendizagem constroem no dia-a-dia.

Para isso é preciso incentivar a formação de valores no contexto da escola entre todos os que a fazem para que estes entendam-se como companheiros na jornada da vida que têm seus percalços mas é sempre maravilhosa em todos os sentidos. A escola deve se pautar numa lógica de desenvolvimento de valores que devem envolver a todos os que a fazem num sintoma lógico de construção de um conhecimento partilhado e dividido.

É importante que haja sobretudo respeito no processo de ensino-aprendizado o que certamente diminuirá a burla, o não cumprimento de prazos e a má qualidade nos trabalhos escolares e no processo avaliativo. Os professores e todos os que fazem a escola devem entender - se como companheiros fraternos e não como seres antagônicos em suas práticas e ações.

Entre os principais aspectos da Pedagogia do Abraço podemos citar que é importante cultivar nas relações intra e extra-escolares aspectos de solidariedade, respeito ao próximo e colaboração que são valores éticos fundamentais para um bom desenvolvimento das relações que se dão no cotidiano da escola.

É vital que se promova na escola sempre oportunidades de discussão das relações entre indivíduos para que tal processo se amplie para outros setores da sociedade.

É fundamental que a escola seja aberta à comunidade e a outros setores da vida social para difundir valores e dar compreensão plena do mundo que se vive e entendimento dos dilemas que se dão na vida diária.

Como sub-sistema da vida social a escola deve entender todos os dilemas da sociedade compreendendo os problemas que afetam a vida dos jovens nos dias de hoje para saber o contexto em que os mesmos estão inseridos para analisar os fatores que têm promovido atitudes de indisciplina, rebeldia e conflitos no contexto escolar.

É importante que os valores éticos sejam enaltecidos como ações interdisciplinares que promovam sempre a discussão dos dilemas que afetam os jovens da escola e que afastam professor-aluno. A escola deve ser pautada em uma lógica de entendimento e de estabelecimento de pactos de convivência que são fundamentais para o entendimento e para a construção de relações de companheirismo, formação ética e desenvolvimento de trocas mútuas de afeição que poderão certamente contribuir para um bom aprendizado e para um melhor aproveitamento dos conteúdos e/ou formação do conhecimento.

Não podemos desprezar o processo de relações no contexto da escola e temos que priorizar a formação de valores que devem sempre permear o processo de geração de aprendizado e conhecimento autônomo.

Como processo de geração de relações o conhecimento deve ser partilhado e construído de forma cooperativa para dar aos personagens do ambiente escolar oportunidades de desenvolver cooperativamente ações de cumplicidade na geração do conhecimento individual e coletivo. Cada educador deve cultivar processos de formação ética e de relações afetivas para que todos sejam cúmplices de um novo mundo pautado pela honestidade, pela amor mútuo e, principalmente, pela certeza de gerar oportunidades de crescimento e formação para o bem de todos que fazem o ambiente escolar.

Ser solidário e respeitoso com o aluno pode contribuir plenamente para um processo de aprendizado mais prazeroso e mais eficiente. É importante sempre desenvolver na prática docente oportunidades de relações afetivas e de respeito mútuo para o bem da educação e dos diversos elementos que dela fazem parte.

Francisco Djacyr Silva de Souza é
professor, mestre em educação e escritor

Jornal Tododia - Campinas - 02/12/2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Revista Crescer - Internet: ela estimula ou acomoda?

As crianças de hoje são, você sabe, “nativos digitais”. Para nós, que temos de lidar com essa naturalidade, sobram dúvidas: como controlar os cliques perigosos? O acesso fácil a tanta informação atrapalha a aprendizagem? Veja o que acha Ramón Salaverría, um dos grandes especialistas de internet na Europa

Graziela Salomão

A internet é uma janela de possibilidades e seu filho está exposto a ela. Porém, qual a melhor forma de protegê-lo? É possível que tanta facilidade, tanta informação disponível a qualquer momento “viciem” a criança a não querer aprender mais? Ou, ao contrário, estamos na melhor era para o conhecimento? O professor Ramón Salaverría, diretor do Laboratório de Comunicação Multimídia da Universidade de Navarra, na Espanha, acredita que proibir não é a maneira mais indicada de lidar com essa realidade virtual que já faz parte do universo de toda criança. Para ele, a palavra para garantir a segurança é conversa.

E não é apenas um olhar técnico. Ramón usa esse ingrediente em casa. Mesmo sendo uma das 25 pessoas mais influentes da internet espanhola, quando o assunto é educação os cuidados são redobrados. Pai de duas filhas, Aitana, de 6 anos, e Marina, de 3 (“as meninas mais bonitas do mundo, é claro!”), ele não as deixa brincar ou estudar sozinhas na internet. “Nessa idade, se possível, a navegação deve sempre ser realizada com a presença dos pais”, diz.

CRESCER: Suas filhas já nasceram totalmente inseridas nesse mundo da internet. Como você age com o acesso delas?

RAMÓN SALAVERRÍA: A Mariana ainda é muito pequena e não se interessa. Aitana, ao contrário, já usa o computador na escola para aprender a ler e realizar jogos lógicos. Em casa, compramos o mesmo programa didático, assim o contato doméstico é somente uma extensão de suas atividades na escola. Além disso, algumas vezes a ajudo a navegar pelo Starfall.com, um site norte-americano de conteúdo voltado exclusivamente para crianças entre 4 e 8 anos. Mas não a deixo navegar sozinha.

C: Na sua opinião, qual a maior preocupação dos pais em relação à internet?

R.S.: As preocupações variam em função da idade dos filhos. Mas algumas coisas são muito parecidas. Entre elas, o acesso a informações inapropriadas, o contato com desconhecidos e a difusão pública de conteúdos privados. Os perigos puramente tecnológicos, como vírus e programas maliciosos, assim como hábitos sedentários e a perda de tempo do estudo por causa do uso excessivo do computador, também preocupam muito.

C: E o que eles devem fazer para manter a segurança das crianças na internet?

R.S.: Não se pode protegê-las sob um clima de desconhecimento e desconfiança. A chave para uma boa proteção dos filhos não é tanto adotar medidas “policiais”, mas estabelecer um consenso no uso do computador e um clima de comunicação permanente. Para isso, é preciso aprender a usar as diversas aplicações da internet, de um simples e-mail até as redes sociais. A partir daí, estabelecer um diálogo franco com a criança sobre as possibilidades e ameaças da rede, alertando-a sobre condutas perigosas.


C: Como se aproximar dos filhos nessa discussão?

R.S.: Mais uma vez depende da idade. Até os 13 ou 14 anos, os pais têm a responsabilidade de determinar quanto tempo as crianças dedicam à internet e devem supervisionar o tipo de atividades que participam. Outro fator muito importante é que não convém colocar nas mãos das crianças tecnologias que elas ainda não têm maturidade para usar, como um computador com conexão direta e irrestrita.

C: Você acredita que há uma idade correta para se permitir o acesso livre para as crianças?

R.S.: Acho que o começo da adolescência pode ser um momento adequado para elas assumirem uma certa independência no uso dos recursos da internet. É quando, por exemplo, elas podem ter contas próprias de e-mails, perfis em redes sociais e coisas parecidas. Isso é, em essência, mais um passo na construção de seu amadurecimento pessoal.

C: Qual o ponto mais positivo e o mais negativo do uso da internet?

R.S.: A alfabetização digital prepara as crianças para um futuro no qual as tecnologias serão essenciais em sua vida pessoal e profissional. Uma criança que aprende a mexer em computadores desde cedo, no futuro terá maior capacidade de aprendizagem e adaptação a essa tecnologia. A parte negativa, além dos perigos da rede, é que, às vezes, pode limitar as formas mais tradicionais de socialização.

C: O ambiente virtual prejudica o desenvolvimento da criança de alguma forma? Ou, ao contrário, ajuda?

R.S.: Ter acesso à internet em um computador doméstico é como ter uma biblioteca de Alexandria em casa. É muito bom, uma vez que permite enriquecer o processo de aprendizagem. Mas, ao mesmo tempo, pode gerar uma sensação de que não é necessário apreender uma informação, porque sempre podemos encontrá-la a um clique de distância. Os pais devem ensinar aos seus filhos que a internet é um complemento do estudo e não o seu substituto.

C: O que os pais precisam aprender para conviverem com esse ambiente virtual?

R.S.: O esforço não é tão grande como parece. Trata-se, apenas, de se familiarizar com os aplicativos que são usados por bilhões de pessoas em todo o mundo: os e-mails, a navegação na web, as redes sociais, os blogs, as videoconferências. Uma forma inteligente é pedir aos próprios filhos que os ensinem a usar esses recursos. Assim, além de aprender, eles criam um canal maior de comunicação com eles.


5 dicas para uma navegação segura

1. Conheça as aplicações e os serviços que seu filho usa.

2. Busque sites apropriados para a idade da criança e combine com ela que esses serão os endereços permitidos. Caso descumpre a regra, explique os motivos pelos quais ela não poder acessar determinadas páginas. Apenas em último caso, instale filtros que controlem a internet.

3. Controle o tipo de conteúdo que seu filho coloca na internet, principalmente se forem fotografias.

4. Limite o tempo de navegação para abrir espaço a outras atividades de lazer e estudo.

5 Não coloque um computador no quarto do seu filho. Deixe-o em um lugar específico de estudo ou em um espaço onde ele encontrará mais pessoas quando estiver usando.

Editorial - Mogi News - 27/11/2009 - Jovens em risco

Pesquisa divulgada no decorrer desta semana pela mídia nacional trouxe uma informação que, assim se pode dizer, contraria o senso comum. Diz que as duas maiores cidades do País e também capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, com toda a complexidade social que têm, estão fora da lista de lugares mais violentos para os jovens brasileiros.

O estudo foi feito em parceria do Ministério da Justiça com o Instituto Sou da Paz, do Instituto Latino Americano das Nações Unidas para Prevenção ao Delito e Tratamento do Delinquente (Ilanud), e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), para apresentação pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma organização não governamental sem qualquer vínculo partidário e que tem como objetivo dar suporte à gestão da segurança pública no País.

A pesquisa envolveu os 266 municípios do País que têm população acima de 100 mil habitantes. O levantamento fez um diagnóstico da exposição de jovens, da faixa etária de 12 a 29 anos, à violência, em suas mais variadas formas, por meio do Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ). Três cidades da Bahia estão entre as dez piores; há ainda municípios do Espírito Santo, de Minas Gerais, de Pernambuco e do Pará no topo daqueles considerados mais críticos. Daí uma constatação dos pesquisadores: a exposição do jovem à violência é maior no Norte e Nordeste do Brasil.


Na contramão, os resultados obtidos pelo levantamento apontam para quatro cidades paulistas consideradas de menor vulnerabilidade para os jovens. São elas: São Carlos, Bauru, Franca e São Caetano do Sul, em São Paulo. Isto não quer dizer que por aqui o problema é menor. Pode se concentrar com maior grau em determinadas regiões mais problemáticas em se tratando de indicadores sociais, mas é fato que a violência está disseminada no País.


O índice de vulnerabilidade, para explicar, leva em conta vários dados socioeconômicos como número de homicídios, escolaridade, acesso ao mercado de trabalho, renda e moradia. Ou seja: a criminalidade, que acaba ceifando também vidas precoces, pessoas cheias de sonhos, tem ligação também com escola, pobreza, desigualdade, entre outros fatores sociais, que empurram uma parcela da sociedade para a marginalidade ou lhe tira a expectativa de vida, a esperança de oportunidades.

Com essa pesquisa, também foi divulgado um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha sobre a percepção da violência entre os jovens. Os dados apurados são preocupantes. Este segundo estudo fez 5.182 entrevistas em 31 municípios de 13 Estados. Algumas conclusões, segundo informações divulgadas pela Folha Online: 31% dos jovens admitem ter facilidade para obtenção de armas de fogo; 64% deles estão expostos a algum risco ou história de violência e costuma ver pessoas, que não são policiais, portando armas.


Além disso, metade dos entrevistados declarou já ter presenciado algum tipo de violência policial e 11% deles disseram que isso é comum. Outros 88% declararam ter visto corpos de pessoas assassinadas; 8% afirmaram que pessoas próximas foram vítimas de homicídios. Ou seja: a violência está enraizada também no cotidiano dos jovens; eles não são somente vítimas de crimes como também convivem com a criminalidade no cotidiano.

A propósito, a pesquisa do Seade, divulgada nesta semana, revelou ainda que o perfil do jovem que está mais exposto a sofrer algum tipo de violência é típico e comum: de 19 a 24 anos, homens, negros. Para esses, recomendam os especialistas e sociólogos, deveriam ser criadas políticas públicas específicas. Mas como? Eis a questão.


Governantes falam muito, criam programas com nomes bonitos, mas que não conseguem tirar do papel, como aquele "Primeiro Emprego", do governo Lula, de que ninguém mais ouviu falar. Prometem investimentos em esportes, mas muitos atletas sequer têm condução para levá-los aos locais de treinamento. Investimentos têm sido feitos na educação para facilitar o acesso deles às universidades, isto é uma conquista, uma ressalva. Mas é muito pouco.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Reflexão - A vida é um grande bolo

Alice era uma criança que gostava de ajudar sua mãe a fazer bolo. Enquanto a mãe ia selecionando os ingredientes que pretendia utilizar, a menina prestava muita atenção em todo o material que era usado e deixava o bolo apetitoso. Ela aprendeu que, quanto mais ingredientes tinha o bolo, mais gostoso ele ficava.

Quando Alice cresceu, aonde quer que ela fosse ficava conhecida por saber fazer bolos deliciosos e, nos aniversários de parentes e amigos, era muito solicitada para confeccioná-los.

Ao perguntarem para Alice qual era o segredo dos seus bolos, o que é que os fazia tão saborosos, ela respondia: "O segredo está em saber misturar e aproveitar os ingredientes. Depois... é só saboreá-los."

Também a vida é assim... como um grande bolo, com inúmeros ingredientes de sabor e consistência diferentes. Se o bolo irá ficar saboroso ou não, vai depender de como serão aproveitados os ingredientes.

(Livro: Para que minha família se transforme; de Maria Salette e Wilma Ruggeri, pág. 28)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Opinião - Novas Gerações - Gazeta de Ribeirão - 25/11/2009

Novas gerações

O que vem acontecendo com nossos filhos? Estamos abismados com o crescimento da maldade que se instala nas portas de nossas casas e, no quanto, ainda não somos capazes de encontrar uma saída.

Quando vemos nossos filhos crescer, passamos a temer com quem ele anda, e por onde ele passa. São tantas as perguntas, são tantos os medos que nos esquecemos de nos fazer fortes o suficiente para questionarmos, educarmos e reconhecermos que somos responsáveis diretos pelo desalinho a que eles se deixam levar.

Passamos muito tempo nos preocupando com um futuro que nada mais é que uma demagogia barata e insana. Enquanto perdermos tempo com a vida consumista, estaremos nos distanciando dos nossos filhos e deixando de ensiná-los a se protegerem dos maus amigos e dos vícios que chegam através deles.

Afastemos a soberba em acharmos que brinquedos, escola e formação didática suprem a participação efetiva dos pais. É verdade que temos de dar a eles condições de serem auto-suficientes e, que a vida necessita de cultura, estimulo e continuidade. Mas como fazê-los homens ou mulheres formadores de opiniões se na base maior da vida eles desconhecem o que é ser uma família.

Aprendem tão somente que a vida é para ser vivida e que todas as experiências lhes serão boas. A maior verdade de ensinamento está na proximidade dos pais, na vitória do amor que consiga unir e transformar um lar em um palácio de tranquilidade e respeito.

Passamos muito tempo distantes de nossas crias! E quando percebemos já estão formados: não em uma universidade, mas donos de suas vontades e possuidores de tudo aquilo que não fomos capazes de lhes dar.

Mãos atadas! É assim que nos sentimos quando descobrimos que não os conhecemos e que eles fazem de suas vidas algo que não sonhamos para seu futuro. Aí, descobrimos que algo ficou para trás! Que não soubemos utilizar de maneira correta a infância dos nossos filhos.

Temos de orientá-los em uma visão que os aproximem da fé em Deus, não escolhendo a forma de sua fé, mas dando a eles conhecimento e informação suficiente para que saibam definir suas escolhas.

Uma averbação correta, uma postura respeitosa e a forma com que eles venham a lidar com suas futuras famílias é uma responsabilidade nossa. Façamos de nossas famílias o esteio de luz que os aproximarão da legitimidade de Deus e da formação abençoada de nossas novas gerações.

Eder Roberto Dias é autor do livro “O Amor Sempre Vence...”,
publicado pela Editora Gente.
Contato: ederoamorsemprevence@bol.com.br

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Artigo - Pequenos Adultos - Gazeta de Ribeirão - 13/11/2009

Pequenos adultos

Luciana Campaner
inbio@inbio.com.br


Não, crianças não são pequenos adultos e não deviam ser tratadas como tal.

As crianças de hoje são precoces em tudo: no desenvolvimento de múltiplos conhecimentos, na fala, na escrita, no uso do computador, na facilidade para lidar com a tecnologia. Se fosse só isso, tudo estaria muito bem. Mas essa geração vem acompanhando os adultos em muito mais do que isso.

As crenças que pregam ser a criança uma miniatura de adulto geram o surgimento de conceitos distorcidos, como o de que tudo o que serve para os pais serve, em menor grau, para os filhos. As roupas da moda, os sapatos de salto, os óculos escuros, as dietas alimentares, os dias cheios de compromissos estafantes, os remédios antidepressivos, os psicólogos e uma cobrança absurda em termos de ganhos escolares. Vejo nas revistas alguns atores de TV e cinema que vestem seus filhos exatamente como eles próprios, o que é aquilo ?

Criança possui um senso estético diferente. O que as atraem, em termos de roupa por exemplo, são as cores e as estampas dos personagens de desenho animado, por isso quando uma criança se veste sozinhas elas ficam todas coloridas, muitas vezes sem que uma peça combine com a outra.

A atividade física também é algo a se considerar. Sou totalmente a favor do esporte durante toda a vida mas tenho visto exageros. Aos 6 anos a criança atinge 90% do cérebro adulto enquanto o crescimento geral do corpo não atingiu nem a metade que ocorre pelos chamados estirões de crescimento. Nos primeiros dois anos, as crianças praticamente dobram sua altura, depois aos seis, crescem mais gradualmente quando aos sete ocorre um breve aumento da estatura chamado pelos especialistas em de "surto dos sete anos". É finalmente, na puberdade, que o ser humano define sua altura, último e definitivo impulso. A atividade física não competitiva, na justa medida durante a infância, entre outros benefícios, estimula a liberação hormonal e por consequência, o crescimento.

Um dos fatores mais importantes é deixar as crianças escolherem a modalidade esportiva, mas para isso é preciso criar oportunidade de conhecerem as atividades. O treinamento delas deve ser de forma lúdica do jeito que elas brincam. O pique - esconde, por exemplo, é um excelente exercício aeróbico! A produção da testosterona, hormônio ligado à força muscular, só começa a ser significativa na adolescência, razão teórica para o desaconselhamento de exercícios de força na primeira e segunda infância.

Deixem suas crianças serem crianças, moderem o volume de atividades para que sobre tempo para a fantasia.

(Luciana Campaner é psicóloga clínica e mestre em neurociências pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP. Site: www.inbio.com.br / E-mail: inbio@inbio.com.br)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do Professor

O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.

 
O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.
Disciplina excessiva, caminho de violência.

A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.

Egoísmo nalma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.

Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.

Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.

A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.

Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.

Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.

Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores de Vida.


Do livro O Espírito da Verdade, De André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

SER CRIANÇA É...

... ficar feliz com qualquer bobagem, correr até ficar sem fôlego, rolar pelo chão sem se importar com a sujeira, falar o que vier na cabeça, transformar tudo em brincadeira... e mais: não importa quantos anos você tem, viva como uma criança e seja feliz.

Feliz Dia das Crianças!

Twitter da Evangelização Infantil


Queridos Companheiros de Jornada Evolutiva,

Felizmente a tecnologia é atualizada a cada dia.

Portanto criei mais esta ferramenta de comunicação, para que possamos trocar nossas informações mais rapidamente.

Espero pelas visitas de vocês também no novo endereço: http://twitter.com/evang_infantil.

Beijocas fraternas,

Cidinha

domingo, 4 de outubro de 2009

Aborrecentes

Quando são pequenos, a gente sente vontade de comê-los de tão gostosinhos. E quando eles crescem, a gente se arrepende de não tê-los comido quando eram pequenininhos.

Sempre que se pensa em um ou uma adolescente, a primeira ideia que aparece é a de problemas. Como se isso acontecesse somente nessa fase de nossas vidas ou como se não houvesse nada de bom que pudesse vir dele e com ele.

A adolescência é uma fase de transformações e mudanças que envolvem não só o físico, mas também a personalidade, a auto-estima, os relacionamentos familiares, sociais, sexuais e afetivos.

A adolescência é uma ponte entre a criança que fomos (e que é difícil deixar de ser) e o adulto que seremos (e que é difícil chegar a ser). Ou seja, é uma passagem. E como é que podemos nos sentir seguros e confiantes em um lugar que não conhecemos, que não sabemos quando chegamos e não temos idéia de quando vamos sair?

O adolescente busca se conhecer, conquistar o mundo e parece não ter tempo para esperar. A busca do adolescente é para se tornar independente, para andar com seus próprios pés, experienciar suas próprias emoções o mais rápido possível. Afinal, essa é só uma fase de passagem e ele não sabe quando vai ter de se transformar em um adulto. Assim, ele precisa de respostas objetivas e concretas que o orientem e estimulem sua busca.

O que os pais podem fazer então? Diálogo sem julgamento, mas com responsabilidade.

Ser receptivo, sem ser invasivo. Estar sempre atento e, sempre que possível, disponível para um papo casual. Se essa oportunidade não aparecer espontaneamente, uma matéria em uma revista, trecho de um filme ou novela, ou uma notícia de jornal ou algo na vizinhança podem ser bons pretextos para tocar em temas delicados (drogas, sexo, vícios). Se os pais demonstram confiança, abre-se a possibilidade da proximidade do jovem. Por mais difícil que possa parecer, ouvir muito e falar pouco é um bom começo.

Pais mais permissivos podem levar a namoros mais precoces. Pais presentes demais podem impor um momento "mais adequado e mais tardio" para o início do namoro.

O que buscamos evitar é o namoro escondido, pois a paixão acontece, sem programação. Promoção à saúde, prevenção e orientação sobre cuidados devem ser oferecidos desde cedo.

Falar sobre sexualidade, além dos sentimentos que podem ser abordados, deve privilegiar a orientação. Noções sobre doenças sexualmente transmissíveis e gravidez são fundamentais para que se entenda a necessidade de proteção.

Moises Chencinski é médico pediatra e homeopata
Gazeta de Ribeirão Preto - 04/10/2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Filhos tiranos e pais indignados

Em tempos modernos de educação familiar uma das grandes conseqüências é ficarmos indignados quando nossos filhos fazem exigências que nunca nos foram satisfeitas por nossos pais.

Em tempos antigos, as negociações entre pais e filhos quase não existiam e quando pessoas estranhas viam pais falando mais firmemente com os filhos achavam adequado e até elogiavam a educação que estavam dando. Hoje, quando tentamos educar nossos filhos com respeito, muitos de nossos conhecidos e até mesmo membros da família manifestam fortes reações. Alguns chegam a sentir uma grande indignação quando observam pais tentando negociar com os filhos num tom de voz mais firme.

Muitos desses pais, que têm a melhor das intenções sentem-se julgados e criticados por pessoas que os cercam ou até mesmo por estranhos em ambientes públicos.

Muitos de nós nos perguntamos: como encarar essas críticas? Encará-las nem sempre é fácil mas é apaixonante de alguma forma. Se escutarmos as pessoas que nos criticam podemos descobrir outros mundos e outras formas de pensar além da nossa e, ao mesmo tempo não somos obrigados a concordar e nem a escutar essas pessoas. Precisamos estar conscientes que elas não querem o nosso mal quando criticam nossas atitudes mas devemos também ter em mente que educação é um processo familiar que inclui crenças, valores e regras que cada família considera importantes.

O que pode despertar críticas em outras pessoas para determinados pais é imprescindível na educação familiar.

O que devemos sempre analisar quando educamos crianças é que os extremos são sempre nocivos na educação de filhos. Pais excessivamente permissivos geram problemas na educação de seus filhos tanto quanto os que são extremamente autoritários. Quando a medida exata é encontrada no quesito limite, os próprios pais sentem-se mais confiantes para exercerem sua autoridade junto aos filhos, o que faz com que a opinião de outros possa até ser acolhida mas não os desvia de seus objetivos na educação dos filhos.

Encontramos sim hoje, e eu como educadora de crianças há muito tempo tenho uma experiência vasta no assunto, crianças que se transformam em verdadeiros tiranos dentro de casa. Eles mandam e os pais obedecem. Há uma inversão total de autoridade na relação familiar. Os pais dessas crianças certamente enfrentarão muitas críticas não apenas dentro da família mas também em ambientes públicos porque, infelizmente, esses pequenos tiranos aprendem desde muito cedo a invadir os direitos e o espaço das outras pessoas que aí sim terão muitas razões para se indignarem.

Varuna Viotti Victoria, pedagoga.

Gazeta de Piracicaba - 30/09/2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

IV Encontro de Evangelizadores - Americana - 20/09/2009


Gente, este é o meu crachá, a prova de que participei do IV Encontro de Evangelizadores.

Foi muito legal ter reencontrado e conhecido companheiros do mesmo ideal. É sempre muito bom a troca de ideias.

Este ano, o Encontro foi na cidade de Americana, que faz parte da Regional Campinas. Quase que ele teve que ser cancelado devido a famosa H1N1. Mas a vibração foi tanta, nossa e da galera da espiritualidade maior, que tudo deu certo.


Tudo foi feito com simplicidade, mas com muito amor. Em cada canto que passavamos podíamos sentir a alegria e principalmente a vibração.

Em um momento especiífico me emocionei bastante. Era para ser uma surpresa para nós, as crianças da cidade de Itupeva, no decorrer deste ano, ensaiaram duas músicas para cantarem pessoalmente para a gente. Mas infelizmente, a H1N1, impediu que as crianças viessem até nós. Ficaram frustradas. Ah... Mas não é que tiveram a sensacional ideia de gravá-las. Lindas vozinhas cantando para nós (desculpem-me não me recordo nem do títulos e nem das letras das músicas).

Mas o que marcou no meu coração, foi sentir a emoção e alegria dessas crianças. Elas realmente tocaram em nossos sentimentos.

Afinal este foi o tema deste ano: Despertando os Sentimentos, das crianças e principalmente a dos Evangelizadores.

E agora ficarei esperando pelo o V Encontro de Evangelizadores. Até 2010!!!


Cidinha de Souza
Evangelização Infantil do
Núcleo Fraterno Samaritanos



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Espírito do tempo

Será que é possível lidar com a intuição e viver o aqui e o agora? Seria entediante para você transitar através da intuição, do passado ao presente e desse para o futuro fazendo as 'pontes' entre as teorias pregressas e as atuais para construir possíveis cenários futuros?

Há fatos e coisas tangíveis e intangíveis a rodear a todos. Conviver com a libertinagem, a mediocridade, a má-fé, a concentração de renda e de poder, assim como com a corrupção generalizada faz parte do repertório do cotidiano nacional. Não se perguntar o que se passa ao redor implica em aceitação tácita dessa forma orquestrada de dominação das mentes.

Dizem que o ser humano não é só corpo físico. Há um espírito, alma, uma essência que não se pode ver, nem tocar. O tempo em que se vive, o paradigma em que se está assentado, também possui um 'espírito'. É uma essência invisível, intocável, imponderável, mas que exerce um poder decisivo sobre os indivíduos tornados números, consumidores, usuários, e que um dia pretenderam ser cidadãos.

Alguns antropólogos dizem que quem educa tem poder sobre aquele que está sendo educado. Um dia, num passado longínquo, a família, instituição fundamental dentro de uma sociedade que se pretenda pacífica, responsável, ética, era a guardiã da educação daqueles que, desavisados, chegavam a esse mundo. Há muito isso se perdeu.

O Estado se reveste da função de educar. Mas o Estado tem moral, valores, suporte, para educar? Evidente que 'Estado' é um ente fictício ao qual o Direito confere personalidade. Sendo assim, quem administra a coisa pública é que se torna a mente e o braço desse gigante. O administrador do Estado Brasileiro tem capacidade para inspirar confiança nos pais de milhões de crianças que dependem da escola pública? Quem educa tem poder.

A educação que o Estado oferece é suficiente para formar cidadãos livres e conscientes de seu tempo, pessoas capazes de entender e viver o agora de forma plena? Essa educação prioriza valores, desenvolvimento das capacidades humanas, educação emocional, moral e ética?

Há forças poderosas orquestrando tudo isso e a sociedade não se levanta contra essa orquestração por desconhecer por completo o 'espírito' dessa realidade. Você se dá conta e sabe para qual lado está caminhando, ou vive um dia após o outro ocupado com seus afazeres e preocupações? Já pensou que pode estar sendo movido por cordões invisíveis que o transforma em marionete 'manipulada' e a serviço de forças desconhecidas?

A ilusão, o medo, a alegria, a dor, a insegurança e o teu voto de confiança seriam destinados a quem? É bem irônico e seria até cômico se não fosse trágico a forma utilizada pelos poderes invisíveis sobre como desviar a atenção das massas para coisas inúteis e idiotizantes.

Milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas do 'espírito do tempo'. Esse portador da morte de corpos e de mentes. Esse ente que se vale de 'armas silenciosas para guerras tranquilas'.

Muitas batalhas já foram perdidas através do jogo da estratégia da diversão. Todos distraídos enquanto entram no seu jardim, arrancam sua rosa, matam seu cachorro e voz você já não tem para gritar e se defender. O lugar que você ocupa no presépio inviabiliza de mover-se contra essas agressões. Enquanto o distraem com informações insignificantes avançam sobre sua liberdade, seu patrimônio, seu poder de autodeterminação e sobre seu País. Quem tem olhos de ver, veja as pistas.

Nadir Ap. Cabral Bernardino
Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental
Jornal Comércio da Franca - 24/09/2009

Erotização Infantil - Gazeta de Piracicaba

Recebi via internet cópia de um livro didático adotado por escolas alemãs para a educação infantil. Por apresentar muitas ilustrações e pouco texto, creio que se destina a crianças bem pequenas. A pobre cegonha, antes tão festejada, ficou completamente desacreditada. Creio até que depois desta, foi definitivamente aposentada.

O livro mostra explicitamente de onde vêm os bebês, ou melhor, como são "fabricados". Até aí, nada demais, pois as danças "da garrafinha", "do enfiadinho", entre outras, estão aí, sem censura alguma, na televisão e em qualquer horário do dia, e as"mulheres frutas", expostas como carnes num açougue, prontas para serem consumidas, induzindo garotas de tenra idade a imitá-las.

O mais triste de tudo isso é que sequestraram a inocência e a fantasia das crianças.

O encanto de crescer é o despertar, o "descobrir", mas agora tudo já vem pronto e fácil, como as insossas comidas congeladas e as frutas amadurecidas à força.

A criança passou a ser um robozinho, um mini adulto com responsabilidades demais, sem tempo para ser criança, para as fantasias e descobertas infantis.

Não sou de citar passagens bíblicas, mas me veio à mente um texto do livro Eclesiastes: "Tudo tem seu tempo na face da Terra"... E a infância é o tempo de brincar.

As crianças de hoje não podem sair de casa por medo de sequestros e assaltos. Então ficam na companhia das babás eletrônicas, televisão, joguinhos e internet, assimilando muito lixo mental.

Pular fases é prejudicial. Agora, querem acabar também com a fase mágica das descobertas. Tudo já vem explicado, direto, e a realidade é apresentada nua e crua. As crianças são maturadas à força e a vida perde muito do seu encanto.

Não se deve apressar as coisas. Explicar apenas o que a criança pergunta, não ir muito além. Tudo tem que vir no tempo certo, naturalmente, gradativamente, amadurecendo sem traumas.

Vejo garotas de pouca idade já se comportando como adultas, usando roupas inadequadas para a idade, desfilando como modelos e submetendo-se à ditadura da moda, dos regimes drásticos, tornando-se muitas vezes anoréxicas e bulímicas.

Aumentam assustadoramente os casos de pedofilia, uma aberração monstruosa que deve ter algo a ver com toda essa erotização infantil.

Deixemos as crianças serem crianças e brincarem como crianças. Tem muito tempo pela frente para que se tornem adultas. Dar muitas explicações antes da hora pode chocá-las ou erotizá-las, dependendo do temperamento de cada uma.

Papai Noel, coelhinho da Páscoa, fadas, duendes, era tudo tão mágico... Mas agora todos estão aposentados junto com a dona Cegonha. A fantasia acabou. Sinal dos novos tempos. Não sei se depois de toda essa "mecanização" do ser humano ainda resta espaço para o amor, laços familiares, virtudes, valores morais e espirituais.

O mundo está mudando e é preciso aceitar o novo. Mas tenho cá minhas dúvidas se as mudanças são para melhor ou pior...

Ivana Maria França de Negri é escritora

Jornal Gazeta de Piracicaba - Opinião - 24/09/2009

O retorno...

Queridos Companheiros de Jornada Evolutiva,

Boa Tarde!!!

Depois de uma longa pausa, aqui estou eu novamente, garimpando e trazendo artigos, notícias de eventos e tudo mais que possa complementar os nossos estudos perante aos nossos Pequeninos.

Conto com vocês para o fortalecimento deste Blog.

Abraços fraternos,

Cidinha
Evangelização Infantil
Núcleo Fraterno Samaritanos

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Reportagem: Opinião - A base de poder enquanto pai ou mãe, Jornal Gazeta de Piracicaba, de 24/04/2009

De Varuna Viotti Victoria

John Gottman em seu livro “Inteligência Emocional e a arte de educar nossos filhos” enfatiza e analisa a base de poder como o elemento de relação entre pais e filhos, que permite aos pais colocarem limites na educação de seus filhos.

Esta colocação de limites é algo que toda criança quer e sente necessidade. É importante que os pais encontrem o caminho adequado para estabelecer esta base de poder na educação de seus filhos.

Pais que usam como base de poder a ameaça, a humilhação e o castigo físico, provavelmente vão encontrar nos filhos o desejo de vingança e não a vontade de agradá-los.

Da mesma forma, pais permissivos, que sentem que não têm nenhuma base de poder com os filhos, vão encontrar sérias dificuldades na educação familiar.

Para os pais preparadores emocionais a base de poder é o elo que existe entre eles e seus filhos.

O respeito e a afeição são de grande importância neste processo..

É crucial desmerecer e humilhar a criança quando se quer corrigi-la. Uma relação familiar deve ser baseada na confiança e não na intimidação.

Pais acostumados a agredir seus filhos e humilhá-los para corrigi-los podem modificar esta postura desde que se dediquem a esta mudança.

Três aspectos são essenciais para quem quer fazer esta mudança na relação com os filhos:

1- Todos os sentimentos são permissíveis mas nem todos os comportamento o são.

2- A relação pais-filhos não é democrática. Cabe aos pais determinar os comportamentos permissíveis.

3- Com os filhos adolescentes e pré adolescentes os pais podem discutir diretamente estas questões de base de poder. Devem estabelecer as regras e quais as conseqüências da transgressão a partir de uma negociação respeitosa.

Os pais não devem e não podem ter medo de serem firmes, pois como pessoas mais amadurecidas sabem melhor quais são os comportamentos de risco.

Pesquisas mostram que a criança cujos pais sabem com quem ela anda, o que ela faz e por onde anda é menos sujeita a comportamentos de risco, a usar drogas e cometer delitos e crimes futuramente.

Se necessário, estes pais devem recorrer à terapia familiar. O desenvolvimento natural do ser humano é uma grande força positiva. O cérebro de uma criança é naturalmente programado para procurar segurança, amor, conhecimento e compreensão.

Os filhos desejam ser afetuosos e altruístas. Desejam explorar o que os cerca, saber o que é certo e o que é errado. Querem acertar e os pais, com todas as forças naturais do seu lado, podem confiar nos sentimentos dos filhos e devem saber que não estão sós neste processo. Devem estar cientes de que preparar um filho emocionalmente requer um trabalho interior constante, e mesmo nesta loucura de vida que levamos é imprescindível acharmos um tempo para nos dedicarmos a este trabalho.

Estabelecer e manter uma adequada base de poder na relação com os filhos é o fio da meada para todo o preparo emocional que podemos oferecer a eles.

Varuna Viotti Victoria é pedagoga.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sugestão de Filme Infantil



Urso Pooh - A Páscoa de Guru

Este foi o filme, ou melhor, desenho animado que a Equipe da Evangelização Infantil assistiu junto com algumas crianças, no último sábado, 11/04/2009, véspera da Páscoa.

Todos nós adoramos assistí-lo e queremos compartilhar e sugerir que vocês façam o mesmo com seus filhotes, sobrinhos, primos, amigos dos filhos, enfim com uma galera bem legal. Curtam a Sinopse:

Siga pelo Bosque dos Cem Acres em mais uma emocionante história com Pooh e sua turma. Junte-se a eles em uma aventura de primavera, que nos mostra a magia da estação e o verdadeiro significado da amizade.

Num dia lindo de primavera, as abelhas saem para trabalhar, as flores mostram suas cores e Guru, Pooh e Tigrão estão prontos para brincar e se divertir. Entretanto, Coelho pede que todos fiquem em casa até que a limpeza esteja terminada. Será que alguma coisa poderia fazer Coelho mudar de idéia? Sim, pois todo o amor e sabedoria de Guru mostram a ele que os dias especiais devem ser aproveitados.

Com seus personagens prediletos, cinco canções inesquecíveis e lições maravilhosas sobre companheirismo, URSINHO POOH: A PÁSCOA DE GURU é uma história para ser assistida por toda a família.

Equipe da Evangelização Infantil
Núcleo Fraterno Samaritanos
AEE - Regional Centro - São Paulo

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Oração do Amanhecer

Senhor

No silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-te a paz, a sabedoria, a força.

Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor; ser paciente, compreensivo, manso e prudente, ver além das aparências teus filhos como Tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem em cada um.

Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda maldade. Que só de benção se encha meu espírito. Que eu seja tão bondoso e alegre, que todos quantos se achegarem a mim sintam Tua presença.

Reveste-me de Tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia, eu Te revele a todos.

Oração da Noite

Senhor, eu te dou graças porque estás presente em mim, nas pessoas que amo, no templo e no mundo inteiro.

Agradeço-Te por tudo o que me aconteceu neste dia e por todo o bem que se realizou no mundo.

Peço-Te perdão porque não fui capaz de amar todas as pessoas como Tu amas, nem me coloquei a serviço dos outros, especialmente nenhuma recompensa.

Perdoa também, Senhor, todos aqueles que hoje só viverem para si mesmos e Te desprezaram na pessoa dos doentes, dos velhos, das crianças indefesas, daqueles que não têm proteção alguma.

Faze, Senhor, que estes que sofrem tantas injustiças encontrem alguém que se interesse por eles, que os defenda e os ajude sté que os homens aprendam a viver como irmãos.

Que o Teu mandamento do amor seja vivido por todos e que acabem a exploração, as injustiças, as guerras e toda a ganância que divide e escraviza tanto as pessoas.

Abençoa o meu repouso, Senhor, e que amanhã eu acorde para uma vida nova, sendo um instrumento do Teu amor.

Amém.

domingo, 5 de abril de 2009

Lembrete - Evangelização Infantil

Queridas Crianças, Jovens e Pais,

No próximo sábado, 11/04/2009, pós-feriado, estaremos tendo as nossas atividades normalmente.

Esperamos por vocês, pois teremos uma manhã muito especial.

Lembramos também que nossos horários foram alterados, sendo necessário que vocês cheguem até 9h20, para passarem pelos Tratamentos e/ou Atendimento Fraterno, sendo que as nossas atividades iniciam-se pontualmente às 10:00 horas.

Equipe da Evangelização Infantil

Escola de Pais, por Cidinha de Souza

Perante aos pequenos - A criança é um capítulo especial no livro de seu dia-a-dia

O amanhã se constrói no agora. Este é o mote da Evangelização Infantil e consequentemente da Escola de Pais.

Educar os filhos é uma arte que exige paciência, dedicação e muito amor. Deus possibilitou a cada pai, a cada mãe, a felicidade de, através da educação, poder contribuir com a evolução moral, espiritual e intelectual de seus filhos.

Em todos os sábados, meus encontros com pais e mães são sempre uma alegria, pois tenho a possibilidade de compartilhar todas as suas experiências. No início, ao ser convidada a dirigir a Escola de Pais, questionei-me muito de como seria meu diálogo com os pais, principalmente por não ter a experiência “biológica” de ser mãe. Intuitivamente, eu sabia que não poderia fugir do que já tinha me proposto a fazer.

Como trabalho há 8 anos com crianças e jovens, e tive a oportunidade de ser evangelizadora das turmas do Primário, Intermediário e Pré-Mocidade, adquiri experiência através da convivência com as crianças, o que tem me ajudado muito no relacionamento com os pais.

Aprendi a observá-los melhor e descobri que na maioria das vezes necessitam ser amparados, auxiliados com amor e carinho, antes mesmo que seus filhos.

Saibamos educar nossas crianças a luz do Evangelho de Jesus, ensinando-os a amar aos outros e não apenas a si mesmos, para que no futuro possam amar a todos indistintamente.

De acordo com Allan Kardec: “educação é o conjunto de hábitos adquiridos”, portanto, a renovação da humanidade só se processará com o exemplo dos pais. No lar o exemplo será sempre a força mais convincente; nenhum pai terá força de bem educar seus filhos se não der o bom exemplo de suas atitudes. Educar é amar, por isso Pestalozzi não cansava de nos recomendar: “O amor é o fundamento eterno da educação”.

Não esqueçamos, a mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Só é bom Evangelizador

Aquele que vê nas crianças a sua própria família.Aquele que ensina, não por dever, mas por prazer.
Aquele que não exige, repentinamente. a transformação de uma criança.
Aquele que procura aproximar-se dos pais e responsáveis.
Aquele que analisa, com atenção, o problema de cada criança.
Aquele que sabe impor, com energia e amor, usando na hora certa um sorriso ou um olhar significativo, que vale mais que as palavras.
Aquele que se prepara com carinho e antecedência a aula.
Aquele que procura tornar sua aulas atrativas e objetivas.
Aquele que sente a importância da pontualidade e da disciplina.
Aquele que não falta ao cumprimento do dever, e quando o falta avisa com antecedência o coordenador.
Aquele que se esforça por se atualizar sempre a fim de dar aos evangelizandos melhores conhecimentos.
Aquele que sempre troca idéias com os outros evangelizadores.
Aquele que lembra ser olhado como modelo pelas crianças, portanto, apresenta-se com simplicidade, humildade sem afetação no traje ou na linguagem.
Aquele que trata a todos com igualdade, sem distinção de raça, cor, sexo ou posição social.
Aquele que transmite e ensina às crianças o amor à vida, à natureza e às pessoas.
Aquele que sem ferir procura sanar superstições de ideologias perniciosas.
Aquele que exemplificando mostra às crianças e importância da fé racional, do amor a Deus, à família e à Pátria.
Aquele que não mente ou faz promessas impossíveis às crianças.
Aquele que realmente AMA.

Amparo à Criança

Se nos propormos a edificar o futuro com o CRISTO de DEUS é necessário auxiliar a criança.

Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança.

Se buscamos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo contra as calamidades da delinquência, é preciso proteger a criança.

Se anelamos a construção da Era Nova, na qual as criaturas entrelacem as mãos na verdadeira fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança.

Entretanto convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via de regra foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância.

E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo a qualquer disciplina, pelo conforto excessivo.

Urge, pois, não só amparar a criança, mas educar a criança e induzí-la ao esforço de construção do mundo melhor.

Batuira
Médium: Francisco Cândido Xavier
Do livro MAIS LUZ

Programação do Primário - Abril/2009

Aqui está a programação da turma do Primário:

Programação:

04/04 - História: LÍDIA
Tema: ANJO DA GUARDA

11/04 - História: MOISÉS

Tema: VELHO TESTAMENTO - 1ª REVELAÇÃO (10 MANDAMENTOS)

25/04 - História: A MAIS LINDA HISTÓRIA NASCIMENTO DE JESUS

Tema: EXEMPLOS CARIDADE

Biografia do Espírito Memei

Seu nome de batismo, aqui na terra, foi IRMA CASTRO. Nasceu a 22 de Outubro de 1.922, em Mateus Leme-MG. Aos 2 anos de idade sua família transferiu-se para Itaúna-MG. Constava de pai, mãe e 4 irmãos: RUTH, CARMEN, ALAIDE e DANILO. Os pais eram ADOLFO CASTRO e MARIANA CASTRO. Com 5 anos ficou órfã de pai.

MEIMEI foi desde criança diferente de todos pela sua beleza física e inteligência invulgar.

Era alegre, comunicativa, espirituosa, espontânea.

O convívio com ela, em família, foi para todos uma dádiva do Céu. Cursou com facilidade o curso primário, matriculando-se, depois, na Escola Normal de Itaúna; porém, a moléstia que sempre a perseguia desde pequena – nefrite – manifestou-se mais uma vez quando cursava com brilhantismo o 2º ano Normal. Sendo a primeira aluna da classe, teve que abandonar os estudos. Mas, muito inteligente e ávida de conhecimentos, foi apurando sua cultura através da boa leitura, fonte de burilamento do seu espírito. Onde quer que aparecesse era alvo de admiração de todos.

Irradiava beleza e encantamento, atraindo a atenção de quem a conhecesse. Ela, no entanto, modesta, não se orgulhava dos dotes que DEUS lhe dera. Profundamente caridosa, aproximava-se dos humildes com a esmola que podia oferecer ou uma palavra de carinho e estímulo. Pura, no seu modo simples de ser e proceder não era dada a conquistas próprias da sua idade, apesar de ser extremamente bela. Pertencia à digna sociedade de Itaúna.

Algum tempo depois, transferiu-se para Belo Horizonte, em companhia de uma das irmãs, ALAIDE, a fim de arranjar colocação. Estava num período bom de saúde, pois a moléstia de que era portadora, ia e vinha, dando-lhe até, às vezes, a esperança de que havia se curado. Foi nessa época que conheceu ARNALDO ROCHA com quem se casou aos 22 janeiros de idade. Viviam um lindo sonho de amor que durou 2 anos apenas, quando adoeceu novamente.

Esteve acamada três meses, vítima da pertinaz doença – nefrite crônica. Apesar de todos os esforços e desvelos do esposo, cercada de médicos, veio a falecer no dia 1º de Outubro de 1.946, em Belo Horizonte.

Logo depois, seu espírito já esclarecido começou a manifestar-se através de mensagens psicografadas por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, e prossegue nessa linda missão de esclarecimento e consolo, em páginas organizadas em várias obras mediúnicas, que têm se espalhado por todo o Brasil e até além das nossas fronteiras.

Seu nome "MEIMEI" (expressão chinesa que significa "amor puro"), agora tão venerado como um "Espírito de Luz", foi lhe dado em vida, carinhosamente, pelo esposo ARNALDO ROCHA.